História dos Surdos em Portugal

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Reinado de D.João VI

1823

O sueco Per Aron Borg foi convidado para organizar uma escola em Portugal semelhante ao Instituto de Surdos de Estocolmo que o mesmo tinha criado.

1833

1833

A Língua Gestual é instituída no instituto que Per Aron Borg criou em Portugal.

1870

1870

O Professor Pedro de Aguillar cria em Guimarães um instituto, onde o ensino é gratuito, adotando o método gestual.

1877

1877

É criado um Instituto de Surdo no Porto.

1887

1887

A Câmara Municipal de Lisboa cria um Instituto de Surdos para ambos os sexos. O ensino é ministrado através da Língua Gestual e da fala.

1891

1891

O Instituto Municipal de Lisboa é suspenso. O oralismo passa a ser utilizado em detrimento do gestualismo.

1893

1893

É criado o Instituto Araújo Porto, que funcionava a cargo da Santa Casa da Misericórdia.

1905

1905

O Instituto Municipal de Lisboa passa a fazer parte da Casa Pia. O provedor Costa Pinto introduz o método “intuitivo-oral”, após a especialização de 2 alunos da Casa Pia, no Instituto Nacional de Surdos de Paris.

1913

1913

Costa Ferreira promove um curso de Especialização com a duração de 2 anos sob a direcção de Cruz Filipe. Este curso promoveu a institucionalização do método oral em Portugal.

1915

1915

O Instituto da Casa Pia cria um novo regime de Ensino Especial e promove o ensino gratuito através de concessão de subsídios.

1955

1955

O Professor Antonino Amaral passa a dirigir o Instituto Jacob Rodrigues Pereira (em 1922, o Instituto passou a chamar-se assim). Organizaram-se dois cursos de especialização tento por base o método oral.

1957

1957

São criados o Instituto de Bencanta e o Colégio de S. Francisco de Salles.

Criação de Institutos

1965 - 1970

O Instituto de Assistência a Menores assume o “serviço de educação de crianças e jovens deficientes”: Instituto de Surdos do Funchal (1965), Ponta Delgada (1968) e Beja (1969).

1973

1973

São publicadas as leis orgânicas que dão origem à Direção de Ensino Básico e do Ensino Secundário.
O grupo interdisciplinar era constituído por: linguistas, terapeutas da fala, engenheiros do laboratório de Fonética da Universidade de Letras de Lisboa que em colaboração com a Associação de Surdos de Lisboa realizam o 1º estudo sobre a LGP.
No ano letivo 73/74 há o 1º curso de especialização de professores para o ensino de deficientes auditivos.

1974

1974

A Associação Portuguesa de Surdos promove cursos de alfabetização para jovens e adultos, baseados na comunicação total.
Entra em funcionamento a Divisão de Educação Especial.

1981

1981

Surge o livro "Mãos que Falam" da autoria de Isabel Prata tendo por base o 1º estudo realizado sobre a LGP.

1982

1982

Desenvolveu-se o 1º curso de Língua Gestual Portuguesa destinado a ouvintes, proporcionando outra visão dos técnicos que trabalham junto dos Surdos.

1984-1985

1984 - 1985

Realiza-se um curso para educadores e professores de crianças surdas, onde são levantadas algumas questões sobre a educação de surdos: Bilinguismo, Gestualismo, Comunicação Total, pois os professores manifestavam-se insatisfeitos com os resultados do Oralismo.
A-Da-Beja (JI) faz a experiência do bilinguismo tendo a colaboração da APS.

1989

1989

A Associação Portuguesa de Surdos com o apoio do programa Helios, cria o 1º curso de Intérpretes de Língua Gestual Portuguesa.

1993

1993

Intérpretes e Formadores entram nas escolas. A LGP começa-se a expandir.

1994

1994

Reconhecimento da LGP (artº 74 h) “Proteger e valorizar a língua gestual enquanto expressão cultural e instrumento de acesso à educação e da igualdade de oportunidades”.

1998

1998

Desp. 7520/98 de 06/05- UAAS (Unidades de Apoio a Alunos Surdos)